Recentemente, a campanha #OldtoWork, do Grupo Boticário , reacendeu um debate essencial: como o etarismo tem silenciado a potência de profissionais experientes — especialmente mulheres — em um mercado que, ironicamente, clama por diversidade e inovação. Mas quero ir além. Muito além.
E se parássemos de olhar para as gerações como blocos isolados, em guerra fria cultural, e começássemos a enxergá-las como sistemas complementares de uma inteligência coletiva em formação contínua?
Como polímata e nexialista, minha missão é conectar pontos improváveis e propor novos paradigmas. Então aqui vai: o verdadeiro futuro do trabalho está em aprender a somar as potências de cada geração — não em separar, excluir ou classificar.
Historicamente, cada geração olhou para a anterior com certo desprezo e para a seguinte com desconfiança.
Mas o que acontece quando olhamos para essas narrativas com um olhar integrador?
Cada geração viveu desafios diferentes, em contextos diferentes. Cada uma é portadora de códigos únicos — habilidades emocionais, sociais e cognitivas que não se anulam, se complementam.
O mercado de trabalho precisa, urgentemente, de figuras ponte: profissionais que transitam entre áreas, linguagens e gerações. Que conseguem reconhecer o valor da experiência acumulada e da irreverência disruptiva. Que entendem que o novo não precisa negar o velho, e que o velho pode se reinventar no novo.
Chamo essas figuras de polímatas corporativos: gente capaz de conectar negócios com poesia, dados com intuição, gestão com empatia. Gente que não tem medo de aprender com quem tem 20 ou 60 anos. Que vê no outro uma extensão de si mesmo.
Inspirado no conceito de nexialismo — a arte de conectar conhecimentos aparentemente desconexos — proponho um modelo que chamo de Nexialismo Geracional. Ele parte de três pilares:
Currículos importam, mas trajetórias falam mais alto. A nova economia pede gente com coragem de errar e recomeçar, de assumir múltiplas identidades ao longo da vida, e de trocar a ideia de "carreira linear" por "caminhos em espiral".
Seja aos 23 ou aos 63, o que realmente conta é a disposição para continuar aprendendo — e para ensinar, com generosidade, o que se sabe.
Chegou a hora de abandonar a ideia de gerações como rivais e enxergá-las como instrumentos de uma mesma orquestra.
Imagine o que podemos criar quando juntamos:
Não é sobre idade. É sobre consciência.
O Grupo Boticário abriu a porta. Cabe a nós escancará-la.
Vamos juntos construir um mercado onde o tempo vivido seja celebrado, e o tempo por vir, bem-vindo. Um mercado onde o aprender com o outro seja mais valorizado que superar o outro. Um mundo onde trabalhar seja, de fato, um ato coletivo de evolução.
Você está pronto para compor essa nova sinfonia?
Acessar a postagem do Grupo Boti´cario que inspirou esse texto: acessar aqui